sábado, 12 de julho de 2014

Falando sobre a greve no IFBA...


Ok, eu reconheço que disse no primeiro post que não iria falar sobre a greve. Reconheço que não estou por dentro dos motivos e das consequências desse movimento. Mas também reconheço que estou sendo prejudicado. Por isso, acho que tenho o direito de me expressar sobre o assunto.

Primeiro de tudo, quero deixar bem claro que, entendo o quanto é difícil ser professor, ou ser qualquer profissional que não esteja recebendo devidamente seus direitos no trabalho. Sei que isso gera muitos problemas para todos os trabalhadores, e que não há outra forma de reivindicarem a desvantagem que estão sofrendo, se não pela greve.

Mas, eu, como aluno, aprovado no processo seletivo 2014, também tenho que me preocupar com a minha situação. Já não basta que estou praticamente 8 meses sem estudar, ainda tenho que lidar com a falta de previsão para o início das aulas? Não sei se vocês sabem, mas isso prejudica os alunos de uma forma sem tamanho.

Não posso falar pelos veteranos, pois eles já tiveram seu primeiro ano, mas e os recém aprovados? E os que não fazem ideia do que está acontecendo? Isso sinceramente deve irritá-los. Pensem comigo, eles se esforçaram, estudaram bastante para obter aprovação no processo seletivo, e agora são barrados de usufruírem do que conquistaram, apenas porque os colégios estão em greve? Pois é, isso é o que estou sentindo nesse momento.

Eu sempre achei que para ser professor não bastava apenas a pessoa sentir vontade de obter a aprovação em pedagogia, ou na matéria que quiserem lecionar. Eu acredito que para ser professor, as pessoas devem ter a responsabilidade pelos seus alunos, devem se importar com o que seus alunos poderão se tornar sem os seus ensinamentos. Ser professor é ser pai/mãe de milhares de cidadãos. Mesmo que não recebam o devido merecimento, ser pai e mãe é isso. Se importar com os filhos, ainda que eles não retribuam o carinho.


Por isso, eu acredito e espero que a greve tenha logo um fim. E como disse no início do texto, realmente entendo que os professores precisam dos seus direitos garantidos. Mas, talvez, eles pudessem fazer tudo que estão ao seu alcance para que as aulas comecem. Não necessariamente abrirem mão de tudo que estão exigindo para que voltem a ensinar, porém que eles tenham em consciência que milhares de alunos dependem deles, milhares de adolescentes esperam através das suas aulas a possibilidade de construírem um futuro melhor para si mesmos. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário